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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Propaganda

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Certas coisas não têm cura, entre elas a tendência pública de seguir as sugestões da melhor propaganda e entenda-se por melhor a que melhor se coaduna com seus princípios, do espectador, e por propaganda mais do que os “reclames”, como chamavam os anúncios publicitários as gerações do tempo da tv em preto-e-branco.

Alguns sujeitos mais observadores, curiosos e conhecedores das reações humanas, perceberam isso há décadas e utilizam-se desse conhecimento para transformarem em prática a teoria de que quem detém o conhecimento, tem o poder. Para solidificarem esse poder, trabalharam e trabalham na construção do pensamento único, preferencialmente um pensamento criado por eles, para isso produzem as melhores e mais persistentes propagandas. Já que no subconsciente coletivo, propaganda é reclame, façamos a analogia: Quem não chama palha de aço de Bom-bril? Quem, com mais de trinta anos,, não lembra do “primeiro sutiã”, mesmo que não lembre que a propaganda era de Valisère? E do menininho da Sadia que reclamava “ta querendo me enganar, é?”? A boa propaganda, pela análise de quem a produz, é aquela que fixa-se no subconsciente de seu público alvo como se colada com cola capeta, o nome popular de Super Bonder, lembra?

Falei em algumas décadas apenas para fixar a atenção para a era contemporânea, mas a importância da propaganda como forma de conquistar apoio popular vem de desde antes de Cristo. As pirâmides, o Farol de Alexandria, o Colosso de Rodes eram propagandas, formas dos poderosos da época mostrarem, através da opulência, a criatividade, o arrojo, a ciência, o poder científico e militar que seus reinos tinham e uma forma de inibir os potenciais invasores. Era uma forma de criar em seu povo o velho e cegante ufanismo. Mesmo sendo explorado econômica e fisicamente, o populacho sentia-se orgulhoso pelas riquezas de seus países e isso só acabava, e acabaram em todos os casos citados acima e mais tantos outros, depois que deu o estalo num sabidão que percebeu que a propaganda era sempre acompanhada de demagogia, mentiras tomadas como verdade e espalhadas como tal pelos aspones e o pelegos da época.

Os aspones de hoje são os assessores de imprensa; os arautos oficiosos são os jornalistas que não fazem notícias, apenas reproduzem os releases espalhados pelos aspones; o populacho, continua o mesmo: crédulo, mal informado, ufanista, carente de atenção, de líderes e de amor-próprio.

Na era moderna a propaganda fez da dupla assassina Che e Fidel heróis universais, o pedófilo Gandhi um quase Deus, Getúlio o Pai dos Pobres, Lula a reencarnação de Getúlio com genes de Juscelino, Padre Cícero e Anjo Gabriel e do PT o paladino da justiça e defensor da moralidade e da ética.

Dante, Maquiavel, Sartre, Bouvoir, Platão, Robes, Santo Agostinho, Lord Bacon, Heidegger... Não são poucos os que tentaram decifrar as influências a que se sujeitam os bichinhos humanos e o que os leva a acatarem esta idéia e rejeitarem aquela. Simplista, dou meu pitaco: o homem se deixa levar pela melhor roupagem e esta é subjetiva. Mas, como dizem os filósofos populares, como cu e gosto cada um tem o seu, a melhor roupa para uns não é a melhor para outra e isto também os propagandistas contemporâneos já descobriram e a missão tornou-se outra: unificar os gostos.

É aí que entra a submarina política internacional do politicamente correto. Todos, absolutamente todos, temos que bater palmas para o movimento Occupy, achar lindas as manifestações artísticas mesmo quando não entendemos lhufas do que está sendo mostrado, é inaceitável falar mal da esquerda e quase um crime admitir-se de direita ou conservador, há de se apedrejar as velhas instituições como igreja, família, escola, forças armadas.... Chamar alguém de preto é ofensa, como se a expressão novilinguística afrodescendente mudasse sua cor de pele; homossexual é um terminologia fora de moda e discriminatória, hoje o correto é falar em homoafetividade, como se o homoafetivo não fosse um viado ou uma lésbica, curto e grosso como diriam os velhos a quem respeito pelo que me ensino e não discriminam por serem velhos. Ah, velho não é mais velho, é um componente da melhor idade, como se artrite, males de Alzeheimer e Parkinson fossem melhor do que a saúde da juventude.

Só duas coisas podem evitar essa massificação de gostos, idéias e idolatrias: 1. A análise do que se lê, ouve e vê. Coisa para poucos, mas adquirida pela leitura e pela educação não ideológica, mas a de conteúdo histórico e científico; 2. O cu, ou gosto, que cada um tem diferente dos outros. Isto, sim, a verdadeira diversidade, não essa coisinha restrita aos discursos “progressistas” mais preconceituosos do que os pseudo-preconceitos que eles veem nos outros.

©Marcos Pontes

8 comentários:

  1. Marcos., concordo com tudo menos com o gosto. Pra mim é uma questão moral. hoje ter moral, nervo...virtude é ser moralista, careta. Uma mulher católica é intolerável. Um heterossexual cavalheiro, gentil e masculino - como a maioria das mulheres querem ainda que não declarem - é preterido num "jantar inteligente " por qualquer zé mané depiercing, boina e lero - lero... Quem fica sempre em cima do muro, agradando a todos sem nunca discordar de ninguém é a "pessoa' descolada, manera. Uma mulher com mais de 50 anos que não goste de se parecer com uma barbie é mal resolvida!!!!
    E por aí vamos...na expressão mais banal "vida que segue"...segue? Pra onde?

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  2. O glorioso Franklin Göebels Martins deixou a linha divisória pronta quando passou por lá. Nada é superior ao marketing da corja.

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  3. Muito bom, meu amigo. Vc descreve o que a ONU quer fazer com o mundo. Ao ler o acordo assinado com o Brasil sobre controle demográfico e outras coisas , agora, lendo seu artigo, senti o por que o PT quer ser do CS daquele órgão.É necessário que não nos deixemos levar por essa propaganda enganosa, principalmente dentro das igrejas que, apesar de tudo, ainda tem alguma influência.
    Se ser politicamente incorreta é sinônimo de burrice, eu me declaro totalmente Burra e sem nenhum desejo de mudar.
    Que Deus nos dê forças para continuar combatendo esses absurdos.

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  4. Marco

    É um previlégio compartilhar sua perspicácia e inteligência.
    Propagando de Governo ? Só para Campanhas de Saúde e Educação ou Calamidade Pública.
    Sobraria mais em benefício do "cidadão".
    Respeito ao nosso dinheiro.

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  5. Texto maravilhoso e apropriado para o momento politico no Brasil e o mundo. O que vemos são fantasias em transformadas em realidades seja na politica ou religiões. Mitos são inventados da noite para o dia pelas mídias asclerósas e peçonhentas que só pensam nos numerários mensais.
    onde a verdade é excluida de quem vontade do saber. Somente os inquiétos sobrevivem ás informações negativas e ocultas que essas instituições transmitem a sociedade.

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  6. Sendo publicitária, empaco com a palavra "propaganda" usada para uma atividade tão safada quanto essa, mas não há uma palavra em português para a "lavagem cerebral" que cometem contra o povo brasileiro.
    Excelente artigo, valeu a espera :)

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